Uma coletânea de canções para imergir
na cultura do estado do Amazonas
e no Romantismo brasileiro.
ARNALDO AFFONSO REBELLO (1905 - 1984)
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Era filho de Jovita Olympio de Carvalho Rebello e de Emília Affonso Rebello, que praticavam clarinete e flauta no cotidiano familiar, Arnaldo foi semeado com sólida musicalidade desde a mais tenra idade.
Nasceu no dia 7 de Julho de 1905 em Manaus - AM. Demonstrava desde cedo aptidão ao piano sob a tutoria de Neném Câmara e prosseguiu os estudos com suas irmãs Creuza e Djanira. Tinha interesse em compor desde cedo, especialmente músicas para uma de suas irmãs, que as utilizou na escola que lecionava. Ao concluir o curso secundário do ginásio no colégio Amazonense, optou por definitivo em seguir carreira musical e, para isto, se dirigiu ao Rio de Janeiro para desenvolver seus estudos e se aprimorar artisticamente.
Quem foi
Arnaldo Rebello
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Ingressou na Escola Nacional de Música (atual Escola de Música da UFRJ), onde tomou lições com Godofredo Veloso e diplomou-se em piano em 1927 e conquistou no ano consecutivo o Prêmio Medalha de Ouro do curso de piano, contemplado com uma bolsa de estudos em Paris, onde recebeu aulas com o professor, pianista e concertista Robert Casadeus (1899 - 1972). Rebello voltou para o Brasil cheio de recomendações de seu mestre, que também o inspirava a continuar seu trabalho de composição.
Autor das teses Da flexibilidade como fator principal da técnica pianística (1952) e O piano e o toque expressivo (1955), era muito admirado por vários grupos de artistas, que o homenagearam em diversas ocasiões pelos estados do Brasil. Em 1958, assumiu o posto de catedrático na Escola de Música da então Universidade do Brasil (UFRJ), obtendo o título de doutor em música posteriormente. Além de vasto trabalho como professor de música, em específico na escola pianística e composicional, contribuiu no engajamento da canção de câmara nacional e internacional, enquanto concertista. Era amigo de poetas ilustres, políticos e profícuo na área das artes.
Foi diretor artístico da rádio Sociedade (atual rádio MEC) e um dos maiores incentivadores e executantes da obra de Ernesto Nazareth e outros compositores pelos quais era um real apaixonado. Suas influências incluem os mais variados estilos regionais brasileiros e os mais consagrados estilos da escola europeia.
Sobre sua personalidade, era contagiante e entusiasmado. Não media esforços para inaugurar artistas e os inspirava a construir o quanto antes sua originalidade artística – e aos músicos, diretamente, seu real ímpeto musical e apreciativo. Faleceu no dia 8 de maio de 1984, após ter um infarto e passar duas semanas internado, constando no seu obituário que teria sofrido uma embolia pulmonar, quadro agravado por uma diabetes mellitus. Seu velório ocorreu no saguão da Escola de Música da UFRJ e um grupo de circunstantes entoaram um trecho da sua canção Toada Baré enquanto o corpo era conduzido ao cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo - RJ, onde foram depositados seus restos mortais.

